Tentativa de homicídio. Violência doméstica. Prisão preventiva. MP de Sesimbra – comarca de Setúbal
O Ministério Público apresentou a primeiro interrogatório judicial um arguido indiciado pela prática de três crimes de violência doméstica, agravados, contra a ex-companheira e dois menores de 15 e 9 anos, um crime de homicídio qualificado, na forma tentada, agravado porquanto cometido com arma, praticado na pessoa da referida ex-companheira, um crime de furto e um crime de dano.
Resulta fortemente indiciado que desde 2019, ocorreram vários episódios de violência doméstica contra a ex-companheira, os quais se traduziram em situações de ofensas físicas, ameaças de morte, injúrias, tentativa de constrangimento à prática de atos sexuais, perseguição e perturbação da vida privada.
Existem indícios de que o arguido, entre setembro e dezembro de 2024, enviou, através da aplicação WhatsApp, mensalmente, mais de meio milhar de mensagens, até ter sido bloqueado.
Tal crescendo de violência culminou no episódio ocorrido em 25 de janeiro de 2025, em Sesimbra, quando o arguido se deslocou à residência dos ofendidos, onde tentou esfaquear a sua ex-companheira nas costas.
De seguida, munido de uma marreta, rebentou a fechadura da porta do quarto onde se trancaram as três vítimas, tendo estas conseguido saltar pela janela e pediram ajuda a terceiros.
Por se considerarem verificados os perigos de perturbação do decurso do inquérito, continuação da atividade criminosa e perturbação grave da ordem e tranquilidade públicas, em consonância com o requerido pelo Ministério Público, a juiz de instrução criminal decidiu aplicar ao arguido a medida de coação de prisão preventiva.
As investigações prosseguem sob a direção do DIAP de Sesimbra da comarca de Setúbal com a coadjuvação da Guarda Nacional Republicana de Sesimbra.